Meio de informação e divulgação, aberto à iniciativa e participação da comunidade, procurando difundir a actividade local entre 22 de Junho de 2007 a 1 de Outubro de 2013. Obrigado a todos os 75.603 leitores.

Igreja Românica S. Gens de Boelhe (M.N.)
27
Jul 10

Informação ao dispor do cidadão: Nota Informativa da Junta de Freguesia de Boelhe

 

Na sequência do Plano de Contigência para as Ondas de Calor, do Agrupamento de Centros de Saúde do Tâmega II - Vale do Sousa Sul, tendo por base as orientações da Direcção-Geral de Saúde, com vista à minimização dos efeitos negativos na saúde das ondas de calor, infoma-se que os distritos da região Norte se encontram em situação de Alerta AMARELO, pelo que se solicita a divulgação das medidas de prevenção e protecção da saúde de bébés, crianças e idosos junto dos profissionais e utentes tendo por base as recomendações para creches e infantários e estabelecimentos de acolhimento de idosos. 
A Delegada de Saúde do ACES, Drª Fátima Marques

 

Recomendações à População:

 

PLANO DE CONTINGÊNCIA PARA ONDAS DE CALOR RECOMENDAÇÕES PARA CRECHES E INFANTÁRIOS

INTRODUÇÃO I

O calor expõe os bebés e as crianças ao risco de desidratação rápida, uma vez que estes são mais sensíveis (a termo regulação é menos eficaz e a quantidade relativa de água que possuem no seu peso corporal é mais importante do que nos adultos). Por outro lado, quando as crianças precisam de satisfazer as suas necessidades hídricas, normalmente necessitam de ajuda.

 

Medidas Gerais de Prevenção

1 – Edifício

  • Verificar o bom funcionamento e manutenção dos estores, das portadas, das janelas, do sistema de climatização ou providenciar a sua instalação;
  • Proteger as fachadas e as janelas expostas ao sol, fechando as portadas e estores, e tornando as superfícies opacas ou reflectoras da luz. Como alternativa podem ser colocadas coberturas de protecção;
  • Manter as janelas e persianas fechadas sempre que a temperatura exterior for superior à temperatura interior;
  • Estudar outras possibilidades de limitar as entradas de calor dentro das salas; 
  • Ao entardecer, quando a temperatura no exterior for inferior àquela que se verifica no interior do edifício, provocar correntes de ar, mas tendo em atenção os efeitos prejudiciais desta situação;
  • Privilegiar os espaços protegidos e frescos (idealmente 5ºC abaixo da temperatura ambiente);
  • Colocar termómetros nas salas para avaliar a temperatura ambiente. Se a temperatura for elevada e não existir sistema de climatização, utilizar ventoinhas e distribuir garrafas com gelo pela sala de forma a facilitar a descida da temperatura ambiente;

2 – Alimentação/Bebidas

  • Acautelar as condições de armazenamento e conservação dos alimentos (frigoríficos, arcas congeladoras);
  • Assegurar o aprovisionamento de água e gelo;

3 - Sensibilização

  • Sensibilizar os profissionais que estão em contacto com as crianças para os problemas que poderão ocorrer numa situação de calor, identificando-os e definindo as medidas de prevenção a tomar;
  • Desenvolver medidas de sensibilização junto dos pais para os cuidados a ter com as crianças, na rua e em casa, de forma a protege-los do excesso de calor e da radiação UV.

Medidas Individuais de Prevenção

1 – Dentro do edifício

  • Se estiver calor no interior do edifício, deixar os bebés e as crianças com vestuário leve, particularmente durante o período em que estão a dormir, sem os cobrir com lençóis ou cobertores;
  • Dar banhos frequentes durante o dia com água a uma temperatura 1 ou 2ºC abaixo da temperatura corporal;

2 – Alimentação/bebidas

  • Fazer com que as crianças e bebés bebam água regularmente para além daquela que bebem no seu regime alimentar habitual, mesmo quando não haja solicitação, evitando bebidas com elevados teores de açúcar;
  • Vigiar a qualidade da alimentação e providenciar refeições leves e frequentes (saladas, frutas e vegetais);

3 – Na rua

  • Evitar as saídas para o exterior durante as horas de maior calor (entre as 11 horas e as 17 horas), particularmente se se tratar de um lactente;
  • Em caso de saída, vestir as crianças de acordo com recomendações sobre vestuário apropriado, evitando partes expostas da pele, sem esquecer o chapéu e óculos de sol com protecção contra radiação UVA e UVB. Utilizar de forma abundante e regular um protector solar com um factor de protecção elevado (superior ou igual a 30);
  • Quando houver lugar ao transporte de crianças, ter o cuidado de não as manter muito tempo dentro dos veículos;

4 - Outras

  • No caso de crianças que possuem doenças crónicas (asma, doenças renais e cardíacas crónicas, mucoviscidose e drepanocitose), aplicar as recomendações específicas aconselhadas pelo médico assistente.

Sinais de Alerta e Acções a Desenvolver

Os primeiros sinais de um golpe de calor incluem:

  • Febre;
  • Cor anormal da pele;
  • Sonolência ou agitação atípicas; 
  • Sede intensa e/ou perda de peso;
  • Perturbações da consciência;
  • Recusa ou impossibilidade de beber.

As acções a desenvolver incluem:

  • Pôr a criança numa divisão fresca; 
  • Dar-lhe imediata e regularmente líquidos, se estiver consciente; 
  • Fazer baixar a febre através de um banho com água 1 ou 2ºC abaixo da temperatura corporal;
  • Contactar um médico.

• Contactar o serviço Saúde 24 – 808 24 24 24 ou o “Número Nacional de Socorro” (SOS) – 112.

 

Para mais informações:

 

PLANO DE CONTINGÊNCIA PARA ONDAS DE CALOR RECOMENDAÇÕES PARA ESTABELECIMENTOS DE ACOLHIMENTO DE IDOSOS

INTRODUÇÃO

A exposição ao calor intenso constitui uma agressão para o organismo, podendo desencadear efeitos graves como desidratação, agravamento de doenças crónicas, esgotamento, golpe de calor ou mesmo a morte. Existem grupos de risco, os quais quando expostos a episódios de calor intenso, apresentam maior probabilidade de desenvolver esses sintomas. Um desses grupos é constituído pelos idosos, sobretudo aqueles que apresentam idades iguais ou superiores a 75 anos, aos quais é necessário dar um maior apoio e atenção.

 

Medidas Gerais de Prevenção

1 – Edifício

  • Verificar o funcionamento do sistema de ar condicionado, se existir, e garantir a sua manutenção (temperatura média de 25ºC em pelo menos uma divisão ampla do edifício);
  • Fechar as janelas e respectivos meios de protecção, particularmente das fachadas mais expostas ao sol, mantendo-as dessa forma enquanto as temperaturas exteriores se encontrarem mais elevadas que as interiores;
  • Manter as portas exteriores abertas o mínimo de tempo possível de forma a minimizar a entrada de ar quente; 
  • Assegurar que existe pelo menos uma divisão ampla e climatizada, para acolher os utentes, na qual estes devem permanecer, pelo menos, três horas por dia no período de maior calor;
  •  

    Ao entardecer, quando a temperatura no exterior for inferior àquela que se verifica no interior do edifício, provocar correntes de ar, tendo em atenção os efeitos prejudiciais desta situação; 
  • Colocar termómetros nas salas para avaliar a temperatura ambiente. Se a temperatura for elevada e não existir sistema de climatização, utilizar ventoinhas e distribuir garrafas com gelo pela sala de forma a facilitar a descida da temperatura ambiente;
  • Dispor de um número suficiente de sistemas de ventilação, nebulizadores de água e toalhas/toalhetes húmidos;

2 - Alimentação

  • Assegurar o aprovisionamento de água e gelo; 
  • Assegurar a distribuição de bebidas frescas (água e sumos naturais de fruta sem adição de açúcar), evitando bebidas alcoólicas e com elevados teores de açúcar; 
  • Elaborar ementas com elevado teor de água e ricas em sais minerais (frutas, legumes crus, sopa e pão). As refeições devem ser fraccionadas ao longo do dia; 
  • Acautelar as condições de armazenamento e conservação dos alimentos (frigoríficos, arcas congeladoras);

3 - Utentes/Vigilância

  • Evitar que os utentes permaneçam nas divisões mais expostas ao sol, devendo estes, preferencialmente, permanecer nas divisões viradas a Norte; 
  • Verificar as reservas de soros intravenosos (se aplicável);
  • Elaborar planos de vigilância e de acção em caso de calor intenso, particularmente das pessoas em risco; 
  • Definir um plano preciso para a eventualidade de uma situação de crise e/ou de alerta, relativamente aos seguintes pontos:
    • Mobilização de profissionais;
    • Adaptação dos planos de vigilância e acção;
    • Solicitação da colaboração dos familiares dos utentes;
    • Solicitação da colaboração de redes de voluntários;
  • Estar atento a todas as modificações de comportamento.

4 - Sensibilização 

  • Sensibilizar os profissionais que estão em contacto com os utentes para os problemas que poderão ocorrer numa situação de calor, identificando-os e definindo as medidas de prevenção a tomar;

Medidas Individuais de Prevenção

  • Na rua
    • Não realizar actividades físicas e saídas nas horas em que está mais calor, evitando a exposição solar entre as 11 horas e as 17 horas;
  • Alimentação/Bebidas
    • Fazer com que os utentes bebam, pelo menos 1,5 litros de água por dia, se não houver contra-indicação. Poder-se-ão ainda utilizar sopas, caldos, leite e derivados e sumos de fruta naturais;
  • Planificar a ingestão de água em intervalos regulares, identificando sobretudo as pessoas que não possuem autonomia suficiente para ingerir líquidos ou mobilizar-se para uma sala mais fresca:
    • Os que são capazes de beber sozinhos – nestes casos é suficiente estimular a ingestão de líquidos, mantendo-se a necessidade de uma vigilância;
    • Os que necessitam de ajuda parcial ou total – é necessário organizar a ajuda no sentido de que as pessoas ingiram água regularmente;
    • Os que têm problemas de deglutição – deverão ser hidratados através das sondas nasogástricas, ou através de soros intravenosos, conforme prescrição médica. A boca e os lábios devem ser humedecidos com compressas húmidas;
  • Vestuário
    • Solicitar aos familiares dos utentes vestuário adequado para o Verão;
    • Vestir os utentes com roupas leves e largas, em conformidade com recomendações sobre vestuário apropriado em períodos de temperaturas elevadas; 
  • Utentes/Vigilância
    • Solicitar ao médico assistente de cada utente indicações relativamente à adaptação terapêutica;
    • De um modo geral, fazer um controlo regular da temperatura corporal e do peso dos utentes;
    • Identificar os utentes que se encontram em maior risco e pesá-los regularmente (1 a 2 vezes por semana e registar). A perda de peso constitui um elemento simples de vigilância;
    • Pulverizar com água a face e todas as partes descobertas do corpo dos utentes, com um nebulizador de água;
    • Aplicar sobre a face toalhas/toalhetes húmidos, eventualmente refrescados previamente no frigorífico;
    • Humedecer a boca enxaguando ou nebulizando com água;
    • Garantir que as pessoas tomam duches com água tépida com maior frequência que o habitual;
    • Despistar os seguintes sintomas: dores de cabeça; sensação de fadiga, fraqueza, vertigens, indisposição, desorientação, perturbações do sono.

Sinais de Alerta e Acções a Desenvolver

Os primeiros sinais de um golpe de calor incluem:

  • Modificação do comportamento habitual;
  • Grande fraqueza e/ou grande fadiga;
  • Dificuldade recente em se mobilizar;
  • Tonturas, vertigens, perturbações da consciência, convulsões;
  • Náuseas, vómitos, diarreia;
  • Cãibras musculares;
  • Temperatura corporal elevada;
  • Sede e dores de cabeça.

As acções a desenvolver incluem:

  • Transferir o utente para uma divisão climatizada;
  • Avaliar a temperatura corporal;
  • Refrescar o utente o mais rapidamente possível:
  • Deitar e envolver com toalhas húmidas;
  • Fazer um duche de água tépida;
  • Nebulizar o utente com água fresca;
  • Dar água a beber, se a pessoa estiver consciente;
  • Não utilizar aspirina ou paracetamol;
  • Contactar o médico;
  • Contactar o serviço Saúde 24 – 808 24 24 24 ou o “Número Nacional de Socorro” (SOS) – 112.

Para mais informações:

BIBLIOGRAFIA

Les Recommandations “Canicule”, Le Ministère de la Santé de France, 2007

+ info in sitio Direcção Geral da Saúde 

 

 

 

publicado por a nossa terra às 12:10

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