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Igreja Românica S. Gens de Boelhe (M.N.)
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Jan 11

Artigo de Opinião

 

A situação delicada que o País atravessa implica um sério debate e reflexão sobre os caminhos para sair desta situação, discutindo e analisando as matérias relacionadas. A dificuldade não é saber como aqui chegamos, mas sintetizar problemas e avançar soluções.

Falar sobre a intrincada realidade social parece fácil, alias, ao comum do cidadão não faltam opiniões, acesso à informação ou comunicação, basta estar atento aos noticiários, diários noticiosos ou apenas a “conversa de café”. Uns usam o tom crítico e inflamado, característico dos reparos e apelos à lógica despesista e insustentável. O País e as instituições estão a gastar mais do que produzem, chegando a um ponto em que estamos a pagar pelos erros passados. Mas então, quem pagará as obras actuais e os projectos anunciados? A resposta parece simples – as pessoas que ainda não nasceram!

A outra face da moeda é o acentuar das desigualdades e da mancha da pobreza. Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados referia-se que, numa conferência1 em Outubro último, devia tratar-se como combate sério e prioritário a este flagelo, numa dinâmica de factor de desenvolvimento, apontando a justiça e a educação como duas grandes pechas que sempre nos acompanharam.

Elencando as dimensões da crise como social, económica, financeira e política, afectando os fundamentos da democracia, parece evidente a forma como os eleitores vêm os seus eleitos. Segundo Pacheco Pereira, historiador e deputado do PSD “não existe a garantia de que os eleitores decidem racionalmente o seu voto. Actualmente, há que diferenciar entre os políticos que ganham eleições e os políticos que governam bem”. Nos tempos que correm, não há personalidade que resista à destruição pelos mass media, não existe independência económica e financeira, visto que as decisões fundamentais são tomadas no exterior e ninguém se preocupa muito. Aceitamos passivamente que outros interfiram e, de certo modo, nos controlam. O País está nas mãos dos credores e dos mercados internacionais. Internamente, procura-se perpetuar as respectivas “famílias políticas”, o que impede os partidos de se converterem em instrumentos de mudança. O surgimento de movimentos independentes surge como uma lufada de ar fresco: recomenda-se e são visíveis os casos de sucesso.

Para Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, a raiz do problema parece apontar para o facto de “a população ter-se habituado a viver em casa farta e mal gerida”. Se apontamos o poder político como uma das causas porque não adoptar e defender soluções como novos círculos eleitorais, coincidindo com as NUT, em que o eleitor está mais próximo do eleito. Ainda se lembram do modelo da Regionalização? Vamos adiando, adiando (…) à custa de argumentos estafados.

Estamos a caminhar para a pobreza. Apontamos o dedo a lideranças com falta de valores e, ao jeito de um tribunal, indicamos que a crise só se resolve depois de identificados os seus responsáveis. Estamos a pagar a falta de formação da elite intelectual e esquecemo-nos que, o factor de sucesso é o capital humano, é aí que reside a capacidade de fazer a diferenciação. As organizações têm de produzir mais e melhor, com eficiência e eficácia. Provavelmente, este será um dos caminhos para ultrapassar a crise.

Quem não tem dinheiro, não tem vícios. É necessário mudar de vida!

Fernando Vieira da Rocha

 

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1) Conferência TSF/OTOC “O que fazer por Portugal”, Seminário de Vilar, Porto, 28 Out. 2010

publicado por a nossa terra às 22:51


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