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Mai 11

Honório Novo e Jorge Machado visitaram pedreiras

Deputados do PCP voltam a assumir defesa dos trabalhadores das pedreiras

 

 

Os deputados Honório Novo e Jorge Machado visitaram algumas das pedreiras de exploração de granitos dos concelhos de Penafiel e Marco de Canaveses para lembrar aos trabalhadores que foram eles quem apresentaram o projecto-lei para antecipar a idade de reforma neste sector para os 55 anos. O objectivo, admitiram os membros da Assembleia da República, passa por capitalizar esta medida em votos nas próximas eleições legislativas.

Em Peroselo, os comunistas salientaram ainda uma política do Governo que leva a que o investimento no interior do Distrito do Porto seja, per capita, de seis euros quando a média nacional é de 238 euros.

 

"Muitos dos trabalhadores não chegam, sequer, à idade de reforma", afirmou Jorge Machado

A antecipação da idade de reforma para os trabalhadores das pedreiras tem sido uma luta do PCP que, já em Julho de 2006, apresentou um projecto-lei que acabou reprovado pela maioria dos deputados.

Há três meses, os comunistas voltaram ao tema ao apresentarem um requerimento na Assembleia da República, no qual perguntaram ao ministro do Trabalho e da Solidariedade Social que medidas de prevenção foram desenvolvidas, desde 2006, neste sector e qual foi a evolução do risco de doença por inalação de sílica entre os trabalhadores das pedreiras.

Na quarta-feira, Honório Novo e Jorge Machado salientaram os dados do Centro Nacional de Protecção Contra os Riscos Profissionais para exemplificar as doenças que atingem estes trabalhadores. Dados que apontam para "um risco muito elevado" de exposição à sílica, o que provoca diversas doenças ao nível dos pulmões e sistema respiratório. Também ao nível da surdez o risco é muito elevado.

Para o PCP, "a realidade mostra e confirma ser manifestamente impossível alterar o ambiente de trabalho próprio deste tipo de unidades industriais", o que por si só justifica a antecipação da idade de reforma. Aliás, entre os trabalhadores contactados pelos deputados nenhum se lembrava de um colega que mantivesse a actividade na pedreira até aos 65 anos. "Muitos dos trabalhadores não chegam, sequer, à idade de reforma", afirmou Jorge Machado.

publicado por a nossa terra às 21:46

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