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Igreja Românica S. Gens de Boelhe (M.N.)
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Jun 11

* artigo de opinião

 

A maneira de cada um estar na vida e cumprir a missão a que se propôs é uma decisão individual. É uma opção que, embora do foro privado, e por isso respeitada, não deixa de ser englobada na vida social e, consequentemente, sujeita à discussão e à crítica.

 

A freguesia de Boelhe, da qual muito nos orgulhamos de ser natural e aí residir, constituindo família e alicerçando raízes, pelas mais diversas formas e, por vezes, até com alguma subtileza, tem procurado ao longo dos tempos preservar as memórias, honrando a sua história e encarregando pessoas e instituições em edificar ou construir caminhos de desenvolvimento.

É neste sentido que devemos, enquanto sociedade, interpretar e reflectir a missão e realização, desde há já algum tempo, do(s) incentivo(s) que cada um procura construir no dia-a-dia, o papel das instituições e o trabalho por si empregue, como elementos activos de cidadania, seja no desporto, na cultura ou na solidariedade junto do seu povo.

Com as suas iniciativas e atitudes, a freguesia de Boelhe tem vindo a desmitificar a forma e o conceito de realização, procurando junto dos cidadãos a resolução dos seus problemas, bem como tentando encontrar fórmulas de ajuda a viver como uma comunidade, com os seus anseios, desafios ou oportunidades.

Aos procurarmos constatar a realidade social, nesta última semana, assistimos à deplorável intriga, a nível nacional, sob o anonimato, do “despejo” de conteúdos na comunicação social, na ânsia por se saciar, de manifestações ou revoltas populares, uso e abuso do nome da população, chegando ao ridículo de se distribuir, noite dentro, em papel em formato A4, um ataque à Diocese do Porto por esta concluir que a venda do seu património, destinado para edificação e promoção de uma causa à qual está associada e que todos os esforços congregou nesse sentido, também tem um preço, mesmo por simbólico que possa ser.

Completamente injustificado e despropositado, à revelia dos seus órgãos sociais, uma IPSS desta freguesia, constituída sob o desígnio de entidade sem fins lucrativos, vê-se envolvida na disputa e na discórdia, como se socialmente à deriva, por uns, e eticamente irresponsável, por outros. E no meio de toda a "barafunda" e suspeição criada como ficam os utentes, os associados e a terra que durante estes últimos anos a acolhe e na qual se insere?

A nível regional, falando como membros associativos de direito, há quem aproveite para ganhar alguma notoriedade, dando entrevistas e agendando uma manifestação, como se não o fizesse diariamente, outros desmentem ter dito ou escrito tal - não terá sido esse o sentido das suas palavras - e, entre notas ou comentários, sobressai uma questão: afinal, o que se ganha ou se perde com tudo isto?

O papel das instituições, nomeadamente de cariz social, têm inestimável e incalculável valor na procura contínua do melhor desempenho e desenvolvimento das localidades pois, mais cedo ou mais tarde, todos delas podemos necessitar - rigor, transparência e ética são os termos para o seu sucesso, seja junto do meio ou da comunidade.

É minha profunda convicção que, se cada um de nós der o seu contributo, com as suas acções, a sua preocupação qualitativa e quantitativa, a sua maior participação nos actos sociais, estaremos a construir uma aldeia melhor.

 

 

publicado por a nossa terra às 14:00


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