Meio de informação e divulgação, aberto à iniciativa e participação da comunidade, procurando difundir a actividade local entre 22 de Junho de 2007 a 1 de Outubro de 2013. Obrigado a todos os 75.603 leitores.

Igreja Românica S. Gens de Boelhe (M.N.)
02
Dez 11

  

| Freguesias

O Itinerário Arqueológico do Vale do Tâmega estende-se por um percurso entre as freguesias de Peroselo, Luzim e Boelhe, pertencentes ao concelho de Penafiel

       

| Monumentos e motivos de interesse

 

Freguesia de Peroselo

  1. Igreja Paroquial de Peroselo
  2. Sepulturas Medievais da Quintã (junto à Capela de St.ª Catarina)

 

Freguesia de Luzim

  1. Menir de Luzim e “Pegadinhas de S. Gonçalo”
  2. Gravuras Rupestres de Lomar (percurso pedonal e ciclovia btt)

 

Freguesia de Boelhe

  1. Igreja Românica de S. Gens de Boelhe e Calçada Romana
  2. Casal Romano da Bouça do Ouro
  3. Capela de S. Miguel de Passinhos

 

| Como chegar

 

Este itinerário abrange as freguesias de Peroselo, Luzim e Boelhe, e pretende conduzir o visitante a um conjunto de sítios e monumentos arqueológicos que têm em comum uma ligação milenar, por entre velhos caminhos que a memória colectiva preservou e que o progresso foi modernizando através da sua inclusão na rede viária nacional e municipal.

 

 

Partindo de Penafiel, o visitante pode seguir através da EN 106, em direcção a Entre-os-Rios, tomando depois a EM 589-1 para Rans até ao entroncamento com a EM 589, onde virará à direita para Peroselo. Em alternativa, pela EN 320 em direcção a Abragão, vire em Duas Igrejas (no cruzamento junto ao posto de abastecimento) para a EM 589, que o conduzirá ao centro de Peroselo, onde tem início o Itinerário Arqueológico do Vale do Tâmega. Daqui siga para Luzim, subindo o planalto, até entrar na EN 312, que o levará a Boelhe. Do Largo da Igreja, continue até à antiga escola primária (Alminhas), frente à qual deve tomar a rua à esquerda (Rua de Eiró). Descendo a encosta chegará ao casal romano da Bouça do Ouro (Abilheiras), seguindo em frente, para a Capela de S. Miguel de Passinhos até à margem do Tâmega.

 

| Memórias passadas

 

A Serra de Luzim e o Esporão marcam o limite de duas paisagens distintas do território penafidelense, sendo atravessada por vários caminhos que confluem na zona do menir de Luzim, monumento pré-histórico que desde sempre foi assumido pela população local como marco e símbolo deste cruzamento de itinerários.

Estes percursos locais ligavam as terras baixas e férteis a Poente de Luzim às quentes margens do Rio Tâmega. No Verão, instalavam-se no rio os moinhos temporários que serviam os lavradores e os moleiros dos ribeiros mais modestos, mas também dos rios Sousa e Cavalum, onde nesta altura do ano a água escasseava em volume e força para fazer mover os rodízios. Estes difíceis caminhos de ligação ao Tâmega eram então intensamente percorridos por lavradores de todo o concelho, gerando nos meses de estio um movimento contínuo de transporte de grão e farinha, mas também de linho, que ali vinha a maçar nos engenhos instalados nas várias paredes e açudes que pontuavam o rio, desde Abragão até Rio de Moinhos.

O papel do Tâmega na economia penafidelense foi desde sempre fundamental, não só pelo aproveitamento da força motriz que as suas águas proporcionavam, mas também pelo pescado que dele se recolhia, sobretudo o sável e a lampreia, nas diversas pesqueiras e pesqueirões espalhados pelas suas margens, cuja propriedade e direitos foi desde a Idade Média alvo de atenção especial e de disputa por parte de mosteiros, nobreza e Coroa.

Integrado em itinerários regionais, este percurso era também uma opção para os viajantes que, a partir de Penafiel, faziam a velha estrada de Inverno pelo alto da serrania. A partir do marco de Luzim poderiam descer às margens do Tâmega para travessia numa das diversas barcas de passagem então existentes, ou seguir pela serra em direcção a Sul, caso o objectivo fosse a travessia do Douro.

 

Convidamos o visitante a percorrer este itinerário desfrutando da paisagem envolvente, revivendo memórias de labores passados e apreciando o património vernacular e arqueológico local, que a todos pertence, mas às gentes do Tâmega confiadas, contribuindo assim a sua preservação e divulgação, mantendo viva esta memória colectiva.

 

publicado por a nossa terra às 08:10

pesquisar neste blog
 
Dezembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
16

18
24



links
Força Portugal!
badge
blogs SAPO