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Igreja Românica S. Gens de Boelhe (M.N.)
05
Fev 12

  

 

 

 

O jornal "Notícias de Penafiel" publicou na rubrica "Por Terras de Penafiel", na sua edição de 3 de Fevereiro, um suplemento dedicado à freguesia de Boelhe. Entre outras, encontrará informação sobre os principais acontecimentos, a história, as romarias, festividades e actividades culturais, a actualidade e problemas da ADFBoelhe e ainda uma entrevista com Avelino Silva, presidente da Junta de Freguesia de Boelhe. Poderá aceder aos conteúdos do suplemento na edição on-line in edição de 3 Fev.2012 do jornal “Notícias de Penafiel”.

  

História

 

O território que hoje compõe a freguesia de Boelhe terá sido povoado desde tempos imemoriais. Para comprovar esta afirmação contribui o facto de, junto às margens do Tâmega, estudos arqueológicos terem identificado um povoado romano, com dois edifícios isolados as ruínas da Bouça do Ouro, situadas no lugar de Passinhos.

No séc. IX, nasce, na encosta sobranceira aos rios Douro e Tâmega, a "Civitas de Anaegia", um vasto território jurídico e administrativo independente, que englobava a quase totalidade do actual concelho de Penafiel. A partir deste período, a densidade populacional aumentou continuamente, dando origem a novos aldeamentos. No decorrer do séc. XI, procedeu-se à fragmentação do reino em "terras", que eram cedidas a um senhorio e organizavam-se em lugares ou aldeias, julgados e concelhos, paróquias e dioceses.

Dois séculos depois, o julgado de Penafiel já abrangia a paróquia de São Genésio de Boelhe, anteriormente conhecida por "Bunili". Foi entre os últimos decénios de séc. XII e os primeiros anos do reinado de D. Sancho I, que ocorreu, pelas suas características construtivas, a fundação da Igreja de S. Gens. A sua construção ou, pelo menos, o pensamento inspirador que originou o monumento tem sido conjecturalmente atribuído a D. Mafalda de Sabóia, mulher de D. Afonso Henriques, ou pode ter sido uma das inúmeras igrejas construídas pelos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho de Vila Boa do Bispo com o intuito de propagar e consolidar a fé cristã.

A principal documentação relativa à freguesia encontra-se registada nas Inquirições de 1258, no Arrolamento das Paróquias de 1320, no Cadastro da População de 1527, no Censual de Mitra de 1524 e nas Memórias do Mosteiro de Paço de Sousa de 1592.

Administrativamente, a freguesia de Boelhe está associada aos primórdios do concelho de Penafiel.

 

Colectividades

 

O Futebol Clube de Boelhe; a Associação Columbofilia de Boelhe; a Associação Desenvolvimento Freguesia de Boelhe; o Grupo de Jovens de Boelhe; os BTTenros; Rancho de Boelhe e os Movimentos Paroquiais.

  

Boelhe é...

 

Boelhe é uma das 38 freguesias que compõem o concelho de Penafiel.

Esta freguesia fica na margem direita do rio Tâmega, um afluente do rio Douro, e encontra-se a cerca de 12 km da sede do concelho. Situa-se a meio da encosta da Serra do Esporão, no limite leste do concelho e é limitada pelas freguesias de Luzim, Peroselo, Cabeça Santa e Rio de Moinhos.

Boelhe abrange uma área de aproximadamente de 5,1km2, representando 2,4% do total do município de Penafiel. Aqui reside cerca de 2,6% da população do concelho o que implica uma densidade populacional de aproximadamente de 360 habitantes por km2, que se revela acima da média geral do concelho. Entre 1991 e 2001, a densidade populacional de Boelhe aumentou 3,8%.

 

Turismo e Cultura

 

- O sítio romano da Bouça do Ouro fica no lugar de Passinhos, numa quinta particular. O episódio destas casas é muito idêntico ao material recolhido no Castro de Monte Mozinho (povoado castrejo da época romana, fundado no século I d.C., que oscila entre o castrejo evoluído e as peças romanas de época flávia. Os dois edifícios, pelos vestígios arqueológicos, "são de concepção arquitectónica bastante diferente, mas usam na sua construção meios e atributos de igual valia, se tivermos em conta apenas a etapa correspondente do século I d.C., quando ambos foram construídos e habitados.

- A fundação de Igreja da Boelhe ocorreu, segundo as suas características construtivas, entre os últimos decénios do século XII e os primeiros anos do reinado de D. Sancho I. Esta é uma igreja de maior antiguidade situada no concelho, "a qual, sendo porventura de origem romana. Para a influência da rainha D. Mafalda na edificação da Igreja contribuiu, igualmente, o facto de S. Gens ser o orago (santo padroeiro).

- A Igreja de S. Gens é "um pequeno monumento que é, sem dúvida, entre os da sua categoria, um dos que mais e melhor testemunham a fé, o alto nível espiritual, a capacidade criadora e civilizadora daqueles que fizeram a Pátria Portuguesa".

Trata-se de um monumento nacional, inscrito na Rota do Românico do Vale de Sousa. A arte românica, desenvolveu-se entre os séculos XI e XII, tendo sido aplicada, fundamentalmente, à construção de igrejas, abadias e mosteiros, traduzindo a enorme religiosidade das populações.

- A Capela do Souto a situa-se na Casa do Souto, construída, provavelmente, entre os séculos XII e XIII.

- A Capela da Granja situa-se na Quinta da Granja e foi construída em 1725. Foi recentemente objecto de beneficiação e melhoramentos.

- Capela de S. Miguel de Passinhos situa-se no lugar de Passinhos, freguesia extinta em 1853, e atribui-se a sua construção por volta do século XVIII. A principal festividade ocorre na altura do 13 de Maio com as celebrações da Festa em Honra a Nossa Senhora de Fátima.

- A Casa do Eiró encontra-se no lugar do Eiró e foi edificada em 1837.

 

Romarias e Festividades

 

No dia 3 de Fevereiro – Festa a S. Brás (Domingo); celebrações da Semana Santa e visita Pascal (Domingo de Páscoa); 1º Domingo de Maio (Dia da Mãe) – primeira Comunhão e festa do Imaculado Coração de Maria; a 13 de Maio – festa a N. Sr.ª de Fátima (Domingo); último Domingo de Julho – Festa do Senhor e do Santíssimo Sacramento (Comunhão Solene); Última Semana e 25 de Agosto – Festividades Maiores ao Padroeiro S. Gens e N. Sr.ª do Rosário; Celebrações do Natal; Festa da Família c/ celebração Bodas Matrimoniais de Ouro e Prata e das crianças baptizadas (último Domingo de Dezembro).

 

Fonte: Notícias de Penafiel, edição de 3 Fev. 2012

   

publicado por a nossa terra às 08:49

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