Meio de informação e divulgação, aberto à iniciativa e participação da comunidade, procurando difundir a actividade local entre 22 de Junho de 2007 a 1 de Outubro de 2013. Obrigado a todos os 75.603 leitores.

Igreja Românica S. Gens de Boelhe (M.N.)
08
Mar 12

 

Hoje, 8 de Março, nos quatro cantos do mundo, assinala-se o Dia Internacional da Mulher. Apesar de não reunir consenso, mesmo entre o sexo feminino, a data é celebrada a nível mundial.

Fomos para o terreno ouvir o que sentem, o que as faz mover em todos os sentidos e direcções. Durante o mês de Março, vamos relatar os sentimentos de algumas mulheres que se distinguem na nossa comunidade, começando por Olinda Neves Almeida, a primeira mulher eleita democraticamente para o executivo da Junta de Freguesia de Boelhe.

 

Mulheres com mais formação mas mais vulneráveis à pobreza

 

“As mulheres estão mais vulneráveis à pobreza em Portugal, porque temos menos oportunidades de emprego, apesar de termos cada vez mais estudos”, recorda Olinda Almeida, a mulher que desde o ano de 2009 assume o mandato de secretária da Junta de Boelhe.

Olhando para os principais factos do retrato demográfico feminino na última década percebe-se que a discriminação ainda é uma realidade e, apesar de serem mães, desempenharem muitas tarefas diárias e integrarem o mercado de trabalho, têm taxas de desemprego mais elevadas do que os homens.

“O número de beneficiárias de prestações de desemprego aumentou seguramente, basta atender aos inúmeros pedidos de declarações ou atestados emitidos nos últimos tempos”, período em que diminuiu o número de jovens que abandonam precocemente a escola e aumentou o número de mulheres que reforçaram ou viram reconhecidas competências para um nível de escolaridade superior, recordando o protocolo de cooperação estabelecido entre a Junta de Freguesia de Boelhe e o Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas do Pinheiro.

“Em pouco mais de ano e meio, as mulheres da freguesia de Boelhe representam cerca de dois terços nas constituições das turmas que frequentam as acções de equivalência e reconhecimento de competências ao nível do 6º e 9º anos de escolaridade”, assegurando que tal procura também já se faz sentir ao nível do 12º ano, uma acção que deverá concretizar-se no durante o ano em curso. “A lei assegura a igualdade no trabalho entre homens e mulheres mas estas continuam a ganhar menos, a trabalhar mais horas não remuneradas e a ser, na maioria dos casos, as primeiras a perder o emprego”, conclui.

Uma das virtudes que lhe é reconhecida pela comunidade é o facto de saber lidar diariamente com as mais diversas situações e problemas das pessoas e, apesar de estar no 6º mês de gravidez, continua a desempenhar as funções inerentes ao cargo que desempenha. “Quando as pessoas não me vêem na Junta, sabem que estou por casa e é com regularidade que solicitam algum tipo de ajuda no preenchimento de documentos” ou, a exemplo durante esta conversa, esclarecerem-se sobre o que é necessário para o registo do número de polícia”, reforçando a ideia que, talvez por ser mulher, terá um outro tipo de sensibilidade e trato que os colegas de executivo, a quem reconhece estima e competência.

Ser mulher é… “sentirmo-nos bem nas causas do dia-a-dia”.

 

publicado por a nossa terra às 09:13

comentário:
A todas as mulheres o meu bem haja!

"A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior ,mas sim do lado para ser igual ,debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser amada." :-))
Manuela a 9 de Março de 2012 às 10:41


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