Meio de informação e divulgação, aberto à iniciativa e participação da comunidade, procurando difundir a actividade local entre 22 de Junho de 2007 a 1 de Outubro de 2013. Obrigado a todos os 75.603 leitores.

Igreja Românica S. Gens de Boelhe (M.N.)
21
Mar 12

Interpretação da margem Tâmega será o tema desta 3ª edição

Domingo, 25 de Março de 2012 

   

Rio Tâmega 

Nasce na Serra de San Mamede, província de Ourense (Galiza), faz a fronteira entre o Minho e Trás-os-Montes, corre por entre as serras do Barroso e do Alvão, desagua em Entre-os-Rios, no Rio Douro. 

Afluentes:

. Rio Bessa, em Ribeira de Pena

. Rio de Cavez, em Cabeceiras de Basto

. Ribeira de Moimenta, em Cabeceiras de Basto

. Rio Ôlo, em Amarante

. Rio Odres, em Marco de Canavezes

. Rio Ovelha, em Marco de Canavezes

. Ribeiro de Perosinho, em Penafiel 

 

Moinhos temporários, Amela

 

Estes percursos locais ligavam as terras baixas e férteis às quentes margens do Tâmega. No Verão, instalavam-se no rio os moinhos temporários que serviam os lavradores e os moleiros dos ribeiros mais modestos, onde nesta altura do ano a água escasseava em volume e força para fazer mover os rodízios. Estes difíceis caminhos de ligação ao Tâmega eram então intensamente percorridos por lavradores de toda a região, gerando nos meses de estio um movimento contínuo de transporte de grão e farinha, mas também de linho, que ali vinha a maçar nos engenhos instalados nas várias paredes e açudes que pontuavam o rio: em Abragão, Luzim, Boelhe, Passinhos, Barco do Souto e Rio de Moinhos. 

O papel do Tâmega na economia penafidelense foi desde sempre fundamental, não só pelo aproveitamento da força motriz que as suas águas proporcionavam, mas também pelo pescado que dele se recolhia, sobretudo o sável e a lampreia, nas diversas pesqueiras e pesqueirões espalhados pelas suas margens, cuja propriedade e direitos foi desde a Idade Média alvo de atenção especial e de disputa por parte de mosteiros, nobreza e Coroa.

Integrado no projecto de transformar Boelhe na “Terra do Românico, das Artes e da Cultura”, a Junta de Freguesia de Boelhe e a Paróquia de S. Gens de Boelhe vão organizar, no próximo dia 25 de Março, Domingo, a 3ª edição da “Caminhada à descoberta do património rural e paisagístico de Boelhe”, convidando a população a (re)descobrir, participar e associar-se às actividades em preparação.

 

Moinhos temporários, Amela, 1986

 

Mexa-se, caminhe pela sua saúde! 

 

Convidamos o visitante a percorrer e (re)descubrir este itinerário desfrutando da paisagem envolvente, revivendo memórias de labores passados e apreciando o património vernacular e arqueológico local, que a todos pertence, mas às gentes do Tâmega confiadas, contribuindo assim a sua preservação e divulgação, mantendo viva esta memória colectiva. 

Os participantes poderão ainda observar e registar as várias espécies arbóreas e arbustivas, prados verdejantes e aromas característicos da Primavera, reservando-se tempo e espaço para um convívio com diversas actividades e jogos tradicionais.

 

Objectivo

Informar e sensibilizar a comunidade para a importância do seu património cultural e paisagístico, em aspectos como a sua conservação, preservação e divulgação da freguesia de Boelhe no contexto do itinerário arqueológico do Vale do Tâmega.

 

Itinerário 

09,15 horas | Eucaristia na Igreja Matriz

10,30 horas | Concentração no Largo da Igreja (a Junta de Freguesia assegurará o transporte de mantas, almeiros, merendas ou outros alimentos)

. Igreja Românica de S. Gens (M.N.)

. Calçada romana na Rua Rainha D.ª Mafalda

. Trilhos senhoriais do lugar de Outeiro

. Cachada (panorâmica sobre o Tâmega)

. Trilho de Fervenças

. Percurso das águas e ribeiros até Santo António de Travassos (calçada e passagens de outrora)

12,15 horas | Piquenick ao ar livre / almoço partilhado à beira Tâmega

. Conversa de tempos idos… memórias do Tâmega.

15 horas | Convívio das comunidades com jogos tradicionais (malha, corda, corrida sacos, cartas, damas…)

16,45 horas | Regresso pelo trilho de Fervenças à Cachada, subida pelo Outeiro e Igreja ou se optar; por transporte pessoal via Luzim

 

Esperamos que este périplo fique positivamente gravado na memória de todos e desperte a curiosidade do visitante para outros percursos, igualmente ricos, que a região tem para lhe oferecer.

 

Moinho da Amela, 1960

 

Interesse: Patrimonial, paisagístico, rural, ambiental

 

 

Ida

Regresso

Extensão

3,5 kms

3,5 kms

Duração

1 hora

1,30 hora

Grau de dificuldade

fácil

moderado

  

em Comunidade, Participe.

  

— 

Projecto: Boelhe, Terra do Românico e Princesa das Artes e da Cultura

Dinamizador: Junta de Freguesia de Boelhe

Promotores: BTTenros, Equipa Pastoral da Família, Paróquia de S. Gens de Boelhe e Sociedade Civil

Apoios: Junta de Freguesia de Boelhe e Junta de Freguesia de Luzim

URL: http://boelhe.wordpress.com/  

E-mail: pintarboelhe@gmail.com

 

publicado por a nossa terra às 08:03

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