Meio de informação e divulgação, aberto à iniciativa e participação da comunidade, procurando difundir a actividade local entre 22 de Junho de 2007 a 1 de Outubro de 2013. Obrigado a todos os 75.603 leitores.

Igreja Românica S. Gens de Boelhe (M.N.)
18
Abr 12

 

18 de Abril

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

 

O contributo da Rota do Românico ao desenvolvimento turístico e económico da freguesia de Boelhe começa a acentuar-se como um hábito para as gentes locais que, assistir à chegada de autocarros, auto-caravanas ou motos com turistas oriundos das várias regiões de Portugal e do norte de Espanha, sobretudo da Galiza, nos últimos tempos não é nenhuma novidade e recomenda-se.

O professor Manuel Dias dos Santos e o senhor António de Almeida Soares são as pessoas da localidade que recebem semanalmente quem visita Boelhe, responsabilidade acrescida, pois têm a seu cargo a responsabilidade de coordenar horários e abertura das portas da Igreja Românica de S. Gens, classificado monumento nacional, consta desde o início da constituição da Rota do Românico do Vale do Sousa e Baixo Tâmega.

(Re)descobrir Boelhe através da Rota do Românico passa pelas visitas guiadas, pelos documentos de apoio ao turista e pelas publicações sobre o tema onde o românico é tratado com minúcia e são descritos os monumentos constituintes da rota, um precioso guia prático sobre o mesmo assunto, indispensável para uma abordagem fundamentada aos monumentos que se visitam.

O estilo românico surge em Portugal no final do século XI. A expansão deste tipo de arquitectura, em Portugal, coincide com o reinado de D. Afonso Henriques. Sendo uma arquitectura predominantemente religiosa, o românico está muito relacionado com a organização eclesiástica e com os mosteiros das várias ordens monásticas, fundados ou reconstruídos nos séculos XII e XIII.

Em Portugal a arquitectura românica concentra-se, essencialmente, no Noroeste e no Centro, sendo coeva do período em que se estrutura o seu habitat, com as freguesias e toda uma organização religiosa e vicinal de aldeamentos.

Nestas terras habitaram algumas das famílias nobres do início da Nacionalidade, como os Ribadouro, da qual descende Egas Moniz, o famoso aio de D. Afonso Henriques, cujo túmulo pode ser visitado no Mosteiro de Paço de Sousa, os Sousa ou Sousões e os Baião.

A riqueza da arquitectura românica da região é também evidenciada pela diversidade de tipologias, expressa nos monumentos que compõem a Rota do Românico: mosteiros, igrejas, ermidas, pontes, torres e monumentos funerários.

 

 

Igreja de São Gens de Boelhe

 

O monumento é um exemplar da arquitectura religiosa, românica. Igreja relativamente baixa e arquitectonicamente muito simples, de nave única rectangular e capela-mor quadrangular, seguindo a planimetria mais comum da arquitectura românica portuguesa.

Apesar desta aparente simplicidade, a qualidade dos muros é notória, bem patente na quantidade de siglas geométricas e alfabéticas existentes. Estes elementos revelam a marca do prestígio do ofício de canteiro, correspondendo à sua assinatura, situação que se tornou comum, a partir dos inícios do século XIII, na arquitectura românica. Em Boelhe, as frequentes e repetidas siglas indicam que a Igreja terá sido feita por meia dúzia de canteiros.

Destaque para a originalidade escultórica dos capitéis do portal principal, composto por palmetas executadas a bisel, típicas do românico rural do Tâmega e Sousa, ornatos grafíticos de cruzes dentro de círculos, motivos muito antigos, de influência das Épocas Visigótica e Moçárabe.

Do lado sul da empena da fachada principal resta o arco do campanário ou torre sineira, que abrigava o sino. Já na fachada lateral sul, os cachorros mostram-se menos esculpidos, enquanto no lado norte os cachorros apresentam motivos que vão desde cabeças de touro até homens que transportam pedra ou, ainda, elementos geométricos. A razão para esta diferenciação estará no facto de a face norte não ter sido destinada a ser encoberta por construções.

Esta exuberância na decoração dos cachorros evidencia duas das principais características do românico nacional: a variedade e a vontade de impressionar.

Fonte: http://vitorsilva.blogspot.pt/2012/04/rota-do-romanico.html

 

 

 

publicado por a nossa terra às 21:08

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