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Igreja Românica S. Gens de Boelhe (M.N.)
01
Mai 12

 

 

... uma prática tradicional e intercultural

 

por António Justo

 

Segundo uma tradição do norte de Portugal, na noite de 30 de Abril para 1 de Maio, muitas pessoas colocam maias “giestas floridas” nas portas das casas para lembrarem o tempo da fuga de Jesus para o Egipto. Noutras terras colocam-se maias no ferrolho da porta para serem protegidos das doenças e dos espíritos maus. Em torno de Maio há muitos outros costumes de diferentes tradições.

 

 Recordação cristã e pagã  

 

Nalgumas terras alega-se que esta tradição remonta ao tempo de Jesus, aquando da sua fuga para o Egipto devida à perseguição de Herodes que ordenara a procura e morte do menino Jesus. Segundo a lenda, “tendo sido identificada a casa onde a sagrada família pernoitava, um denunciador teria colocado um ramo de giesta na porta daquela casa para que os soldados de Herodes, depois de avisados, pudessem identificar a casa e levá-lo. Por milagre, quando os soldados se dirigiram à cidade depararam com todas as portas enfeitadas com ramos de giesta florida. Assim os soldados não puderam cumprir a ordem do mal contra o bem”.

Noutras terras as maias recordam o caminho da sagrada família para o Egipto: Maria para se poder orientar no regresso terá colocado giestas no seu caminho. 

Em Maio condensam-se as celebrações de usos e costumes símbolos da fertilidade, por toda a Europa.

O ressurgir da natureza é festejado por todas as culturas ao longo da História, reflectindo diferentes expressões religioso-culturais conforme o espírito do tempo e da cultura envolvente.

Quando a natureza acorda para a juventude, celebra-se, com festas e ritos, a vida, a luz, o fogo e esconjura-se a treva. Estes ritos ganham expressão em tradições como a das maias, florais, o burro, a rainha de Maio, coroa das maias, leilão de donzelas, a festa do mastro ou da virilidade, provavelmente um costume celta.

Maio recebeu o nome do deus Maius que era o deus da Primavera e do crescimento. Para outros vem de “Maia”, mãe de Mercúrio. As celebrações em honra de flora, a deusa das flores e da juventude (mãe da Primavera), iniciavam o novo ano agrícola e atingiam, na Roma antiga, o seu clímax nos três primeiros dias de Maio. 

A Igreja católica declarou Maio como o mês de Maria, a mãe e rainha. Dos 54 países que celebram o Dia da Mãe, 36 festejam-no em Maio.

Também no Norte da Europa havia a tradição dos rapazes colocarem um arbusto à porta da sua amada como declaração de amor. 

Há tradições semelhantes em Portugal. Aqui, nalgumas terras, havia a tradição da “coroa das maias”, elaborada em papel com fitas de cores e que os rapazes colocavam à porta das suas pretendidas como manifestação do seu amor.

 

(foto) Valença com maias - Lourdes Carita

 

 Dia do Trabalhador

 

 

ver os desenhos de Henrique Monteiro

 

publicado por a nossa terra às 11:02

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