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Mai 12

 

Opinião do leitor

 

Não são precisas estatísticas da OCDE para sabermos que milhões de jovens, não têm emprego. Em cada família, há uma lareira que se extingue, porque todas têm desempregados a dar com um pau, e com idades que vão dos 15 aos 30 anos, ou mais.

Descartando desde já os mais velhos e indigentes, mas que são em muitos casos os que ainda suportam e alimentam a unidade do lar, e a chama da esperança, com um rendimento mínimo ou uma reforma parca, temos em cada domicílio, doutores de várias ciências, inscritos nos Centros de Emprego, outros prescritos sem trabalho, e outros já proscritos ou derrotados, a verem os anos a passar, sem perspectivas optimistas de futuro e autonomia, que se agravam de ano para ano, sem possibilidade de entrarem no mercado de trabalho em idade ideal, e que quando atingirem os 30 anos ou mais, não entrarão por falta de experiência, nem com currículo que satisfaça as exigências do mesmo mercado que agora lhes fecha as portas ou os recusa.

Este círculo vicioso projecta consequências catastróficas, pois é previsível que os actuais desempregados, jovens e licenciados, se tornem inúteis ao atingirem a idade, em que já deviam estar a caminho da realização pessoal, se ainda procuram sair da frustração em que se encontram.

Portugal, com 36,1% de jovens desaproveitados, vai ter no futuro próximo, uma taxa de gente em idade primordial sem competências, assustadora, cujas consequências terão custos imprevisíveis para tudo e todos, sem contar com os que entretanto se lhes juntam. Se os que têm trabalho no presente, andam descontentes há muito, imaginem só o que vai nos corações dos lares, e de todos quantos procuram sair deste mundo cão para entrar no mundo laboral. As estatísticas da OCDE, alertam-nos, mas não trazem novidade, ou coisa risonha.

 

Joaquim A. Moura - Penafiel

publicado no Jornal de Notícias (19/05/2012)

 

publicado por a nossa terra às 13:52
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