Meio de informação e divulgação, aberto à iniciativa e participação da comunidade, procurando difundir a actividade local entre 22 de Junho de 2007 a 1 de Outubro de 2013. Obrigado a todos os 75.603 leitores.

Igreja Românica S. Gens de Boelhe (M.N.)
03
Jul 12

Com base nas publicações da Direcção-Geral da Saúde, publicamos esta semana o sexto post de um ciclo de divulgação e informação útil ao cidadão relacionado com a temática da "Saúde Ambiental". Entre os diversos temas a serem desenvolvidos, pretende-se apresentar conselhos práticos relativos com a época de Verão: calor, preparativos, alimentos, segurança, riscos de incêndios, cuidados com a saúde, entre outros, possibilitando acesso e ligação a outros conteúdos de informação.

 

Tema desta semana: Verão em segurança

(resumo)

 

Introdução

O Verão é a estação do ano que mais convida a actividades ao ar livre. É também nesta altura que a esmagadora maioria da população aproveita para gozar as suas férias e fazer algumas extravagâncias.

É, no entanto, uma altura do ano que tem algumas situações de risco específicas que importa conhecer para melhor poderem ser prevenidas.

 

Ao encontro da água

Portugal dispõe de uma grande área de costa, com inúmeras praias, para além de rios e albufeiras, que oferecem boas oportunidades de lazer e de contacto com a natureza.

No mar, rios, lagoas, albufeiras, piscinas, tanques de água e poços sem muros de protecção podem acontecer, com alguma frequência, afogamentos. Como tal, é importante ter em atenção que:

  • Junto a qualquer local com água ter especial atenção e vigiar de forma atenta e em permanência as crianças; 
  • Optar sempre por frequentar praias devidamente vigiadas; 
  • Utilizar dispositivos de segurança (braçadeiras) adaptados à idade da criança e ensiná-la a nadar o mais cedo possível; 
  • É necessária particular atenção quando as crianças brincam com bóias, colchões e barcos, pois são facilmente arrastados por correntes e ventos. Não permitir que se afastem para agarrar uma bola lançada para longe; 
  • Não mergulhar, nem deixar os seus filhos mergulhar, em locais desconhecidos ou em zonas rochosas; 
  • Respeitar as bandeiras das praias e as indicações dos nadadores-salvadores. A bandeira azul significa que a praia é vigiada e a água cumpre requisitos de qualidade impostos pela União Europeia; 
  • Evitar refeições pesadas e a ingestão de bebidas alcoólicas. Após uma refeição, aguardar três horas antes de entrar na água.

Proteja-se do sol 

Da exposição prolongada ao sol podem resultar queimaduras solares que, para além de dolorosas, constituem um perigo com consequências nefastas para a sua saúde. Evite a exposição prolongada ao sol e, sobretudo, tenha em atenção:

  • Evitar a exposição solar entre as 11 e as 17 horas; 
  • As crianças com menos de seis meses não devem ser sujeitas a exposição solar e deve evitar-se a exposição directa de crianças com menos de três anos; 
  • Sempre que andar ao ar livre, usar roupas que evitem a exposição directa da pele ao sol, particularmente nas horas de maior incidência solar. Usar chapéu, de preferência, de abas largas e óculos que ofereçam protecção contra a radiação UVA e UVB. Esta protecção aplica-se, também, às crianças; 
  • Usar sempre protector solar com um índice adequado à idade e ao tipo de pele, de preferência, igual ou superior a 30, e renove a sua aplicação sempre que estiver exposto ao sol (de 2 em 2 horas), especialmente se estiver molhado ou se transpirou bastante. Quando regressar da praia ou piscina voltar a aplicar protector solar, principalmente nas horas de calor intenso e radiação ultravioleta elevada; 
  • Aumentar a ingestão de líquidos (água ou sumos de fruta naturais, sem adição de açúcar); 
  • Evitar as bebidas alcoólicas e bebidas com elevados teores de açúcar.

Os sintomas das queimaduras são pele vermelha, dolorosa e anormalmente quente, após a exposição solar. Após a queimadura pode ocorrer febre, bolhas na pele e dor intensa nas regiões afectadas.

 

Em caso de queimadura solar recomenda-se:

  • Evitar nova exposição ao sol;
  • Aplicar compressas com água fria;
  • Não rebentar as bolhas;
  • Não aplicar álcool, manteiga ou óleos gordos;
  • Contactar o médico, sempre que necessário.

Alimentos

O calor pode favorecer a proliferação de microorganismos nos alimentos. Deste modo, as toxi-infecções alimentares são uma situação mais frequente no Verão, pelo que se aconselha a:

  • Escolher locais com boas condições de higiene e em que os produtos facilmente alteráveis pelo calor (bolos, molhos, guisados, produtos à base de leite e de ovos, mariscos, entre outros) se apresentem bem conservados em câmaras ou montras frigoríficas; 
  • Consumir preferencialmente alimentos frescos e cozinhados na hora e no caso de ter dúvidas sobre a proveniência dos mesmos não os consumir; 
  • Lavar bem os alimentos, particularmente aqueles que se comem crus, e não deixar fora do frigorífico aqueles que devem ser refrigerados; 
  • Lavar bem as mãos antes e depois de manusear alimentos. Ter o mesmo cuidado com os utensílios utilizados na preparação: talheres, tábuas de cozinha, bancadas, outras; 
  • Respeitar os prazos de validade dos produtos e acondicionar correctamente os alimentos.

Consumo de álcool 

O Verão é a estação do ano que proporciona um consumo de bebidas alcoólicas com maior frequência e em maior quantidade. Em Portugal, é proibido vender álcool a menores de 16 anos.

O consumo de álcool em excesso para além de provocar efeitos imediatos na saúde, como náuseas e vómitos, o seu consumo prolongado pode aumentar o risco de desenvolvimento de outras doenças, como doença coronária e cerebrovascular, cirrose hepática e outras doenças do fígado, assim como cancros da boca e garganta. O abuso do álcool pode ter efeitos devastadores na saúde dos indivíduos, nas famílias e na comunidade e colocá-lo a si e aos outros, em situações de grave risco, tanto a nível da sua saúde como da sua segurança.

O álcool afecta as zonas do cérebro que controlam a concentração, coordenação, comportamento e emoções. Consumir muito álcool num curto período de tempo leva à embriaguez, constitui um factor de risco de acidentes, afogamentos, comportamentos sexuais de risco, comportamentos violentos e outros problemas sociais podendo chegar a tingir-se o estado de coma que pode acabar em morte.

 

 Se conduzir, não consuma bebidas alcoólicas!

 

O consumo de álcool associado à condução é uma das principais causas relacionadas com os acidentes rodoviários. A lei portuguesa pune com multa todos os condutores que circulem com um grau de alcoolémia igual ou superior a 0,5 g/l sangue, ou pena de prisão, com taxas de alcoolémia superiores a 1,2 g/l sangue.

 

Conduza com segurança 

Durante o período de Verão, é natural viajar-se mais de automóvel e conduzir com maior frequência. No entanto, para melhor apreciar a viagem e tirar partido das férias a condução deve ser feita a uma velocidade moderada. Para tal:

  • Respeitar as regras de trânsito e a sinalização. Dentro das cidades e povoações não é permitido circular a mais de 50km/hora. Fora das cidades o limite máximo de velocidade é de 90 km/hora e nas auto-estradas de 120 km/hora; 
  • Descansar após duas horas a conduzir e dormir o suficiente antes de iniciar uma viajem mais longa; 
  • Se tomar medicamentos que podem interferir com a condução, evitar conduzir, ou se tiver de o fazer seja especialmente cuidadoso; 
  • Não se esqueça de dar sempre prioridade aos peões. A prioridade é dada ao veículo que se encontra pela direita, salvo se existir sinalização em contrário.

 

Infecções de transmissão sexual 

O relacionamento sexual pode ser um veículo de transmissão de várias doenças como a hepatite B e a infecção HIV. Se este tipo de relacionamento ocorrer, opte pelo uso do preservativo. Os preservativos podem ser adquiridos em vários locais (farmácias, supermercados e máquinas de distribuição).

 

Consumo de tabaco 

Fumar é um hábito difícil de abandonar, porque o tabaco contém nicotina que é uma substância psicoactiva que cria dependência.

Fumar constitui um grave factor de risco, podendo levar ao desenvolvimento de muitas doenças, em especial cancro em diferentes localizações, doenças cardiovasculares e respiratórias.

O fumo do tabaco é também prejudicial para os não fumadores quando expostos, em particular crianças, grávidas e doentes crónicos. O fumo ambiental do tabaco pode parecer inofensivo, mas contém mais de 4 mil substâncias (como arsénio, amónia, cianeto de hidrogénio), algumas delas comprovadamente tóxicas ou carcinogénicas.

  • Caso seja fumador evitar fumar junto de não-fumadores, em especial em locais fechados;
  • Nunca fumar em zonas florestais, devido ao risco de incêndio, em particular nos dias de maior calor;
  • Em viagem, nunca deitar beatas pela janela do veículo em que circula.

Após a entrada em vigor da actual legislação do tabaco (Lei n.º 37/2007, de 14 de Agosto) foram definidos novos locais onde é proibido fumar. Desta forma, é proibido fumar nos seguintes locais:

  1. Nos locais onde estejam instalados órgãos de soberania, serviços e organismos da administração pública e pessoas colectivas públicas;
  2. Nos locais de trabalho;
  3. Nos locais de atendimento directo ao público;
  4. Nos estabelecimentos onde sejam prestados cuidados de saúde, e outros similares, laboratórios, farmácias e locais onde se dispensem medicamentos não sujeitos a receita médica;
  5. Nos lares e outras instituições que acolham pessoas idosas ou com deficiência ou incapacidade;
  6. Nos locais destinados a menores de 18 anos;
  7. Nos estabelecimentos de ensino, independentemente da idade dos alunos;
  8. Nos centros de formação profissional;
  9. Nos museus, colecções visitáveis bibliotecas, salas de conferência, de leitura;
  10. Nas salas e recintos de espectáculos e de diversão;
  11. Nas zonas fechadas das instalações desportivas;
  12. Nos recintos das feiras e exposições;
  13. Nos conjuntos e grandes superfícies comerciais e nos estabelecimentos comerciais de venda ao público;
  14. Nos estabelecimentos hoteleiros;
  15. Nos estabelecimentos de restauração, de bebidas ou dança;
  16. Nas cantinas, nos refeitórios e nos bares;
  17. Nas áreas de serviço e postos de abastecimento de combustíveis;
  18. Nos aeroportos, nas estações ferroviárias, nas estações rodoviárias de passageiros e nas gares marítimas e fluviais;
  19. Nas instalações do metropolitano;
  20. Nos parques de estacionamento cobertos;
  21. Nos elevadores, ascensores e similares;
  22. Nas cabines telefónicas fechadas;
  23. Nos recintos fechados das redes de levantamento automático de dinheiro
  24. Em qualquer outro lugar, onde por determinação da gerência, ou de outra legislação aplicável, designadamente em matéria de prevenção de riscos ocupacionais, se proíba fumar;
  25. É ainda proibido fumar nos veículos afectos aos transportes públicos urbanos, suburbanos e interurbanos de passageiros, bem como nos transportes rodoviários, ferroviários, aéreos, marítimos e fluviais, nos serviços expressos, turísticos e de aluguer, nos táxis, ambulâncias, veículos de transporte de doentes e teleféricos.

Cuidados a ter nas piscinas
Não empurrar, não correr, não mergulhar ao pé das outras pessoas ou nas partes mais baixas, são alguns dos cuidados a ter quando se frequenta uma piscina.
Saiba mais...

Fonte: DGS

 

Tenha um Verão em segurança. Boas Férias!

publicado por a nossa terra às 08:19

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