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Igreja Românica S. Gens de Boelhe (M.N.)
21
Mai 13
 
 
Sempre nos disseram que é a refeição mais importante do dia e agora a ciência sabe porquê.
Descubra por que não deve faltar ao pequeno-almoço e quais as melhores opções para pôr na mesa da família todas as manhãs.

Se na sua casa se perdeu o hábito do pequeno-almoço, é altura de fazer regressar este ritual familiar. Afinal, os antigos tinham razão quando diziam que esta é a refeição mais importante do dia. Diversas pesquisas, realizadas nos últimos anos, mostram que dela depende, e muito, o nosso arranque diário. Autêntico despertador de um organismo enfraquecido pelas longas horas de jejum noturno, o pequeno-almoço revitaliza o cérebro e o corpo, oferecendo-lhes a energia e os nutrientes necessários a uma melhor concentração e desempenho. Com ele, garantem os investigadores, serão menos as dores de cabeça, as quebras de tensão, a fraqueza e bem melhor a disposição. 
Mais, quando feita até cerca de uma hora após acordar e com os alimentos adequados, esta refeição ajuda ainda a fugir aos abusos, sendo, ao contrário do que muitos pensam, uma estratégia simples contra o aumento de peso e doenças crónicas como a diabetes. Um estudo realizado pelos cientistas do Imperial College de Londres, usando imagens obtidas por ressonância magnética, revela mesmo alterações na atividade cerebral de quem salta este prato, sobretudo na zona ligada à tomada de decisões. Resultado? "Quem jejua até ao almoço não só fica faminto como acaba por comer de mais e optar por produtos altamente calóricos", garante Tony Goldstone, um dos autores da investigação divulgada no ano passado. 
No caso das crianças, sublinham os especialistas, a primeira refeição do dia é ainda mais essencial. Não só para fomentar bons hábitos alimentares, que afastam o perigo da obesidade e outras doenças crónicas futuras, como para garantir uma boa capacidade de aprendizagem e rendimento escolar. São várias as pesquisas, como a divulgada pela Escola de Enfermagem da Universidade da Pensilvânia, no início deste ano, que mostram que os miúdos que tomam o pequeno-almoço diariamente conseguem melhores resultados nas avaliações, apresentando até níveis mais elevados nos testes de inteligência. «São muito importantes os aspetos nutricionais desta refeição, mas não devemos esquecer os sociais. A interação com os pais, à mesa, também ajuda ao desenvolvimento cognitivo, já que essas conversas dão à criança a oportunidade de expandir o vocabulário e adquirir novos conhecimentos», lembra Jianghong Liu, uma das autoras do estudo norte-americano.

 

Mas o que é um bom pequeno-almoço?
 
Médicos e nutricionistas são consensuais ao falarem da presença obrigatória dos cereais ou do pão, de preferência nas versões integrais ou pouco refinadas, do leite ou do iogurte, e ainda da fruta. Ou seja, uma refeição em que dominem os hidratos de carbono para dar energia, as proteínas ricas em cálcio essencial ao organismo, diversas vitaminas, não esquecendo a fibra. Outros aconselham ainda uma pequena dose da chamada gordura boa, como a contida nos frutos secos e nalgumas sementes, úteis ao bom funcionamento do sistema nervoso e imunitário, por exemplo. Seja qual for a combinação que nasça a partir daqui, do mais tradicional ao mais sofisticado repasto matinal, não vale é fazer das bolachas, flocos açucarados, refrigerantes, leites achocolatados, folhados ou bolos o pequeno-almoço diário da família.
 
Pequeno-almoço sem desculpas

 

Pressa? Pense nesta refeição não como uma perda de tempo, mas como um investimento, já que dá maior rendimento ao longo do dia. Basta levantar-se dez minutos mais cedo ou deixar tudo arranjado na noite anterior. Também pode rodar a preparação pela família.

 

Dieta? Lembre-se de que os estudos mostram exatamente o contrário: quem salta o pequeno-almoço acaba a comer mais do que o desejável e opta por produtos mais calóricos. Se quer fugir ao excesso de peso, aposte numa boa primeira refeição.

 

Falta de fome? Experimente alimentos leves e de fácil digestão, como o iogurte ou a fruta, e vá acrescentado outros aos poucos. Se o seu problema é a rotina alimentar, vá variando a ementa e testando alternativas que lhe estimulem o apetite.

 

Pão à mesa

 

Durante muito tempo visto como inimigo da linha, hoje é considerado uma das melhores escolhas para começar bem o dia. Serão poucos os alimentos capazes de arrasar com a fraqueza do jejum noturno como o pão. Fonte de hidratos de carbono complexos, que demoram mais tempo a ser digeridos e absorvidos pelo organismo, dá uma energia duradoura para enfrentar bem as manhãs. Por isso, é considerado pelos especialistas uma das melhores opções para o pequeno-almoço da família. Depois é ainda rico em fibras, que ajudam a regular o trânsito intestinal e a escapar à obstipação. Não esquecendo a presença de vitaminas do grupo B, essenciais ao bom funcionamento do sistema nervoso, e alguns minerais. Não admira que muitos estudos o revelem como protetor contra doenças como o cancro do cólon ou os distúrbios cardiovasculares.
Se ainda é daqueles que pensam que o pão engorda, livre-se dessa ideia, controlando, antes, o que lhe adiciona. E opte, aconselham os nutricionistas, pelas variedades mais escuras: mistura ou integral. Apesar de possuírem praticamente as mesmas calorias do pão branco, contêm mais fibra, o que aumenta a sensação de saciedade e adia a chegada da fome. Quanto à adição de sementes de girassol, papoila, linhaça, entre outras populares nos últimos tempos, saiba que estas, apesar de oferecerem ácidos gordos polinsaturados, importantes para o bem-estar cardiovascular e a resposta imunitária, aumentam o valor calórico do pão, obrigando a ter mais atenção ao que se lhe junta. 
Importante é optar sempre pelo pão fresco. E mantê-lo apetitoso por alguns dias não é difícil. Basta lembrar as táticas das avós: guardá-lo num saco feito de pano de algodão ou numa caixa própria. Ou então congelá-lo, acabado de comprar, em pequenas porções bem embrulhadas em película aderente.
fonte: "Movimento Hipersaudável 2013" | Todos os direitos reservados 
info adicional in "Oito compromissos"
publicado por a nossa terra às 08:43


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