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Igreja Românica S. Gens de Boelhe (M.N.)
22
Jul 13

 

Rio Tâmega 

(onde se afogaram várias pessoas de quem todos choramos com saudade e solidariedade).

© Todos os direitos reservados ao Grupo de Jovens de Boelhe 

 

Navega nas águas do meu rio 

Sem medo que o fundo te atraia 

Sente o meu gelo ao tremer de frio 

Enche-te de água, não voltes à praia 

 

Prende os pés nos meus braços escondidos 

Respira água fresca como o oxigénio 

Perde-te onde muitos estão perdidos

Inteligente e inútil, apagado génio

 

Deixa que te chamem cá de fora 

Deixa que chorem a tua ausência 

A tua vida por um fio, já não demora 

A perder forma, cor e existência 

 

Os teus progenitores entristecidos, 

Choram a injustiça destas águas paradas 

Todas as almas desaparecidas 

Vão unir-se para calar as tuas chamadas 

 

Tu já não matas nem mentes 

Já não há quem se vá entregar a ti 

Não afogas as almas destas gentes 

Não gelas o meu corpo, porque nem o teu frio senti. 

 

Autor: Bruno Queirós 

in jornal “Villa Bonelli”, edição n.º 152 (Julho/Agosto de 2013)

 

publicado por a nossa terra às 18:46

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