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Igreja Românica S. Gens de Boelhe (M.N.)
08
Ago 13

 

A freguesia de Boelhe é de origem fidalga e senhorial.

 As duas personagens mais importantes da sua rica e longa história foram, sem dúvida, Bonelli e Martim Peres.

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De Bonelli, escrevi uma crónica no jornal anterior, falar-vos-ei agora de Martim Peres, fidalgo e cavaleiro que honrou Boelhe.

No ano de 713, o território, hoje português, foi  ocupado ou conquistado pelos árabes, cuja permanência, deixou marcas na própria toponímia de Boelhe, como por  exemplo o topónimo Mourilhe (hoje, lugar e rua de Mouril). A ocupação islâmica provocou o despovoamento que, somente após a reconquista, voltou a ser povoado por Bonelli, como foi referido na crónica anterior.

Naquele longínquo tempo, quem possuía os cavalos e as armas eram os fidalgos e os nobres, como Martim Peres, que ajudaram na luta da reconquista, para expulsar os muçulmanos. A igreja de São Gens de Boelhe é o testemunho do sentimento religioso dos nossos muito distantes antepassados que deram a vida pela reconquista aos infiéis deste pedacinho de terra, cujo valor  ultrapassava muito a simples história da humilde população que aí cumpria os preceitos religiosos. São nestes lugares, convertidos em santuários, que  reside a pureza e a verdadeira fé, a força da alma e a essência da espiritualidade que conduzia a vida dos primeiros cristãos.

Segundo o historiador Almeida Ferreira, o local onde  se encontra a igreja romana, foi o local mais disputado nas margens do rio Tâmega. Provavelmente, terá sido nesse local, onde Martim Peres se terá notabilizado como bravo cavaleiro combatente na libertação dos cristãos do jugo muçulmano.

A verdade, é que D. Sancho I reconheceu a sua bravura, doando-lhe muitas terras na freguesia: doou-lhe terras no Outeiro, no Souto, em Bairros, na tapada, na bouça e na Amela, ficando ainda isento de pagar foros ou impostos, onde os cobradores de impostos não podiam entrar, por se tratar de uma honra ou coutada. As inquirições afonsinas, de 1258, afirmam haver uma honra ou coutada em Boelhe, pertencente a Martim Peres.

Como se pode constatar, a nossa freguesia não apenas é a mais linda do concelho, como possui uma história muito antiga e muito rica.

 

Autor: João Soares

in jornal “Villa Bonelli”, edição n.º 152 (Julho/Agosto de 2013)

 

publicado por a nossa terra às 11:04

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