Meio de informação e divulgação, aberto à iniciativa e participação da comunidade, procurando difundir a actividade local entre 22 de Junho de 2007 a 1 de Outubro de 2013. Obrigado a todos os 75.603 leitores.

17
Mai 12

 

Castelo de Guimarães 

Praça do Toural

 

 Como se tratasse duma romaria, bem cedo a praça central da freguesia de Boelhe acolhera, nesta manhã, os primeiros instantes de um dia, passado de um modo diferente, para as crianças do Jardim-de-infância de Bairros e EB1 de Bairros n.º 2.

 

Monumento ao Nicolino

 

A Comunidade Educativa de Boelhe escolheu Guimarães e Vila do Conde para as visitas de final de ano lectivo, antecipando de certo modo as comemorações do Dia da Criança, proporcionando aos educandos e alunos um conjunto de actividades e um olhar renovado sobre a cidade “onde nasceu Portugal” e o Centro Ciência Viva, em Vila do Conde.

No ano em que Guimarães é Capital Europeia da Cultura, foi com a normal emoção e sentimentos que os pais e encarregados de educação acolheram a ideia e preparam os lanches, dado que para o almoço já estava tudo preparado. Em autocarros, rumaram de Boelhe a Guimarães e Vila do Conde, proporcionando experiências e vivências únicas, próprias de um território e de uma comunidade com uma identidade de séculos, porém aberta, curiosa e hospitaleira.

 

Campus

 

A viagem decorreu calmamente e perante o desafio de “Descobrir Guimarães”, recorrendo a um sistema de sinalética original que convida habitantes e visitantes a percorrer circuitos alternativos da cidade, numa descoberta “sem rumo” que prometia novas perspectivas da cidade, as crianças já tinham em mente a preferência dos locais a visitar: o Castelo de Guimarães, a Estátua de D. Afonso Henriques, a Penha, a Praça do Toural (de modo a saborear um sorvete geladinho) e…, sobretudo os rapazes, nem que fosse só de passagem, pelo Estádio do Vitória de Guimarães.  

 

 

O dia não chegava para visitar tudo quanto Guimarães tem para oferecer mas, apostados numa abordagem personalizada e numa visita informal, basearam-se na vivência dos habitantes locais. “Orientámos a visita às principais referências de arte e arquitectura, onde cada turma foi recebida com um percurso desenhado à medida da sua curiosidade, adaptado à faixa etária, à linguagem e aos propósitos que traz consigo, proporcionando experiências que os aproximem das formas artísticas da Capital Europeia da Cultura”, manifestaram as docentes, enquanto convidavam as crianças a conhecer um pouco melhor o reino animal e vegetal, numa região única, onde as tradições e costumes do passado convivem com a vanguarda e a modernidade.

 

Praça da Oliveira

  

Se em Guimarães os alunos (re)descubriam cultura e património, as crianças do Jardim-de-infância de Bairros visitavam o Centro Ciência Viva de Vila do Conde onde depararam-se com um espaço plurifuncional de ciência e tecnologia, vocacionado para a difusão da cultura científica e tecnológica através da observação e experimentação. Esta visita dinamizou uma exposição interactiva cujo tema foi “A água no corpo humano - sangue”. 

 

 

Por uns minutos a imaginação permitiu que as crianças fossem “transformadas” um microrganismo capaz de entrar num vaso sanguíneo e de acompanhar o percurso dos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Nessa viagem encontraram outros companheiros e depararam-se com alguns “obstáculos”, que uma alimentação e estilo de vida pouco saudáveis podem fazer aparecer.

 

 

  

Após o almoço no parque de jogos de Vila do Conde dirigiram-se para o centro de diversões “Camelot”, em Matosinhos. Encontraram um local de sonho e brincadeira onde os mais pequenos construíram o seu universo de diversão, em saudável convívio com outras crianças da mesma idade, permitindo-lhes desenvolver a comunicação e relacionamento social, bem como apurar a sua psicomotricidade.

 

 

Depois de tanta euforia chegou a hora do lanche! E não faltou o tão desejado gelado para deliciar um dia tão preenchido de emoções e alegrias. De regresso a casa o soninho traduziu o entusiasmo e empenho vivido nesse dia inesquecível. Esta actividade revelou-se imensamente enriquecedora e promotora de novos conhecimentos e aprendizagens. 

Segundo Avelino Silva, presidente da Junta de Freguesia de Boelhe, tratou-se do programa proposto pelas educadoras e docentes, apoiado de imediato na medida das nossas possibilidades, aliando-se a nossa terra a Guimarães, Capital Europeia da Cultura e a Vila do Conde através da visita pedagógica ao Centro de Ciência Viva. “Um dia especial para as nossas crianças conhecerem novos lugares, partilharem memórias e espaços da fundação do nosso Portugal”. Foi com essa expectativa que todos os membros do Executivo estiveram junto das crianças e na partida, com os pais e encarregados de educação, desejar-lhes uma boa viagem e um dia repleto de experiências, diversão e conhecimento.

Da aventura, ao bem-estar e à cultura há infinitas possibilidades para o visitante que escolhe ambos os destinos.

 

(propositadamente, as fotos apresentadas constam do roteiro oferecido pela Capital Europeia da Cultura e Centro Ciência Viva) 

consultar sitio Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura

consultar weblog "Vento Sudeste"

 

publicado por a nossa terra às 20:48

 

 Recitação do Rosário na paróquia de S. Gens de Boelhe

 

Celebrada no mês de particular devoção a Nossa Senhora, a Semana da Vida sugere que a meditação dos mistérios do Rosário tenha presente a vida que nasce para todos como projecto da vida eterna. Em todas as Aparições, Nossa Senhora pede a recitação diária do terço.

 

 

"Mudar valores da sociedade"

 

A “Semana da Vida” é promovida desde 1994 pela Conferência Episcopal Portuguesa, através da Comissão Episcopal competente para a área da Família, precisamente na sequência de um apelo lançado por João Paulo II, na encíclica “O Evangelho da Vida”, sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana, ao propor uma celebração que tenha por objectivo “suscitar nas consciências, nas famílias, na Igreja e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos e condições” (EV 85).

“Em primeiro lugar, com o nosso próximo, com aqueles que estão mais perto, no âmbito da família, e depois nas comunidades onde nos inserimos. Depois, estando muito atentos em termos do que se passa à nossa volta, [como] valores ou contra-valores que se foram instalando na sociedade, quer no que diz respeito à existência concreta, no início da vida – o aborto – e os atentados que têm vindo a ser legalizados no final da vida. Tem que haver um compromisso de cada um de nós para que este estado de coisas mude”, explica a coordenadora do departamento nacional da Pastoral Familiar, Graça Mira Delgado.

Além disso, é preciso que cada pessoa faça um esforço: “Temos que nos comprometer, cada um, com o que possamos fazer para alterar e fomentar na sociedade estes valores, para que tenham realmente peso. É quase nós próprios reflectirmos até que ponto nos deixamos ir na onda ou até que ponto é que lutamos para construir”.

A Semana da Vida decorre até ao próximo domingo, sob o lema “Comprometidos com a Vida”.

+ informação

 

 Dia da Espiga

 

O Dia da Espiga, coincidente com a Quinta-feira da Ascensão, é uma data móvel que segue o calendário litúrgico cristão e que este ano é celebrada a 17 de Maio.

 

 

Mas, se actualmente poucas são as pessoas que ainda vão ao campo nessa quinta-feira, abandonando as suas obrigações, para apanhar a espiga, ou que se deslocam às igrejas para participar nos preceitos religiosos próprios da data, tempos houve em que, de norte a sul do país, esta foi uma data faustosa, das mais festivas do ano, repleta de cerimónias sagradas e profanas, que em muitas zonas implicava mesmo a paragem laboral. A antiga expressão “no Dia da Ascensão nem os passarinhos bolem nos ninhos” deriva dessa tradição.

A origem gaudiosa deste dia é, contudo, muito anterior à era cristã. Este dia é um herdeiro directo de rituais gentios, realizados durante séculos, por todo o mundo mediterrâneo, em que grandiosos festivais, de intensos cantares e danças, celebravam a Primavera e consagravam a natureza.

Para os povos arcaicos, esta data, tal como todos os momentos de transição, era mágica e de sublime importância. Nela se exortava o eclodir da vida vegetal e animal, após a letargia dos meses frios, e a esperança nas novas colheitas.

A Igreja, à semelhança do que fez com outras festas ancestrais pagãs, cristianiza depois a data e esta atravessa os tempos com uma dupla acepção: como Quinta-feira de Ascensão, para os cristãos, assinalando, como o nome indica, a ascensão de Jesus ao Céu, ao fim de 40 dias; e como Dia da Espiga, ou Quinta-feira da Espiga, esta traduzindo aspectos e crenças não religiosos, mas exclusivos da esfera agrícola e familiar.

O Dia da Espiga é então o dia em que as pessoas vão ao campo apanhar a espiga, a qual não é apenas um viçoso ramo de várias plantas - cuja composição, número e significado de cada uma, varia de região para região –, guardado durante um ano, mas é também um poderoso e multifacetado amuleto, que é pendurado, por norma, na parede da cozinha ou da sala, para trazer a abundância, a alegria, a saúde e a sorte. Em muitas terras, quando faz trovoada, por exemplo, arde-se à lareira um dos pés do ramo da espiga para afastar a tormenta.

Não obstante as variações locais, de um modo geral, o ramo de espiga é composto por pés de trigo e de outros cereais, como centeio, cevada ou aveia, de oliveira, videira, papoilas, malmequeres ou outras flores campestres. E a simbologia de cada planta, comummente aceite, é a seguinte: o trigo representa o pão; o malmequer o ouro e a prata; a papoila o amor e vida; a oliveira o azeite e a paz; a videira o vinho e a alegria; e o alecrim a saúde e a força.

Além destas associações basilares ao pão e ao azeite, a espiga surge também conotada com o leite, com as proibições do trabalho e ainda com o poder da Hora, isto é, com o período de tempo que decorre entre o meio-dia e a uma hora da tarde, tomando mesmo, nalguns sítios do país a designação de Dia da Hora. Nas localidades em que assim é entendida esta quinta-feira, acredita-se que neste período do dia se manifestam os mais sagrados e encantatórios poderes da data e nas igrejas realiza-se um serviço religioso de Adoração, após o qual toca o sino. Diz a voz popular que nessa hora “as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e até as folhas se cruzam”. Nalgumas povoações era também do meio-dia à uma que se colhia a espiga.

Noutras regiões ainda, esta data é dedicada ao cerimonial do leite. Na aldeia da Esperança, no concelho de Arronches, este é aliás o “Dia do Leite” e os produtores de queijo ordenham o seu gado e oferecem o leite a quem o quiser. Também em Guimarães, e em muitas freguesias do concelho de Pinhel, o leite ordenhado neste dia é oferecido ao pároco. Em Santa Eulália, no concelho de Elvas, esse leite é dado aos pobres, acreditando-se assim que a sarna não atingirá as cabras.

Nas zonas onde esta data é associada à abstenção laboral, cessam-se muitas actividades como a cozedura do pão ou a realização de negócios. "Em Lousada e em Penafiel, não se cose nem se remenda e há quem deixe comida feita de véspera para não ter de cozinhar neste dia". No que diz respeito ao sul do país, e sobretudo na actualidade, a maioria das tradições do Dia de Espiga resume-se à apanha do ramo da espiga, ao qual, em muitos sítios, se adiciona também uma fatia de pão, para que durante todo o ano não falte este alimento em casa.

 

Núcleo de Documentação Municipal da Câmara Municipal de Évora

Bibliografia:

OLIVEIRA, Ernesto Veiga - Festividades Cíclicas em Portugal. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1984. 357 p.(Colecção Portugal de Perto n.º 6).

   

publicado por a nossa terra às 07:15


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