Meio de informação e divulgação, aberto à iniciativa e participação da comunidade, procurando difundir a actividade local entre 22 de Junho de 2007 a 1 de Outubro de 2013. Obrigado a todos os 75.603 leitores.

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Jun 12

 

 

Ainda consta no sitio on-line da associação 

Prémio “Verdadeiro Olhar” na categoria Instituição Social do Ano em 2010

 

Numa altura em que o desemprego marca a vida de muita gente, há exemplos de boas e más práticas que surgem. Um desses casos foi o lançado em Maio de 2010 pela Associação para o Desenvolvimento de Boelhe, uma instituição social presente no concelho de Penafiel.

A Associação para o Desenvolvimento de Boelhe criou, sob direcção de Rui Abrantes, na ocasião presidente da instituição, uma empresa de inserção apoiada em 80% pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, designada por “ADFB Serviços”, com o objectivo de empregar formandos e funcionários provenientes dos cursos de Educação e Formação para Adultos, em parceria com a entidade formadora Urbe, Consultores Associados, em resultado das candidaturas ao Programa Operacional Potencial Humano (POPH). Apesar deste novo apoio, logo no início, oito formandas começaram a desenvolver trabalhos nas áreas de jardinagem, limpezas, arranjos e costura, sob coordenação técnica da sua anterior directora, Elsa Alves.

A instituição, que é uma I.P.S.S. (Instituição Particular de Solidariedade Social) desde 2008, encontrou neste projecto a solução para evitar que algumas das formandas, com quem já tinham criado laços, ficassem em casa, sem forma de aplicar os conhecimentos que adquiriram durante o processo de aprendizagem, tendo recebido o prémio “Verdadeiro Olhar” na categoria Instituição Social do Ano em 2011, uma forma de distinção e consequente reportagem.

Com spot´s publicitários numa rádio local e o apoio do IEFP, permitiu que nascesse com preços competitivos o que augurava bons resultados a esta “micro-empresa”. Apesar da divulgação e alguns trabalhos temporários, cedo foram visíveis ao olhar da comunidade que a instabilidade na sua gestão, levando à instauração de um processo disciplinar a uma das próprias funcionárias, quebrara de vez a confiança dos parceiros e entidades para a qual prestava serviços. Mas o pior ainda estava por surgir.

Perante algumas denúncias por falta dos seguros de acidentes de trabalho e outras irregularidades chegadas às autoridades para as condições do trabalho, a empresa de inserção vira-se para a ocupação e limpeza de instalações e dos próprios terrenos da instituição, uma quinta particular adquirida sob empréstimo bancário, destinada a apoiar as valências do Centro Social de Boelhe, ainda por concretizar.

Com a tomada de posse dos novos corpos sociais, a actual direcção, presidida por José Pinto, entendeu “precipitar” o fim dos moldes de funcionamento da empresa de inserção, dado o aproximar da caducidade dos contratos estabelecidos com as oito funcionárias. Com nova direcção-técnica, apesar dos alertas e descrédito de alguns associados, foi publicado um aviso de candidatura para oito novas vagas, cujo, pasme-se, as entrevistas decorreriam num restaurante da localidade, em detrimento das instalações sociais da instituição.

Apesar de constar no sitio on-line http://adfboelhe.wordpress.com como uma suas das valências, a instituição depara-se actualmente com um litígio de verbas a ter que indemnizar funcionárias e enquanto não foram devidamente regularizadas e esclarecidas estas e demais questões, o I.E.F.P. mantém retidas parte dos apoios destinados à empresa de inserção.

Tido como exemplo social, fortemente apoiado com verbas dos contribuintes, transformou-se num processo confuso e nebuloso.

+ consultar sitio ADF Boelhe

 

publicado por a nossa terra às 19:32


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