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14
Set 12

 

Este sábado há manifestações

Organização das manifestações contra a violência

 

A austeridade que nos impõem e que nos destrói a dignidade e a vida não funciona e destrói a democracia. Quem se resigna a governar sob o memorando da troika entrega os instrumentos fundamentais para a gestão do país nas mãos dos especuladores e dos tecnocratas, aplicando um modelo económico que se baseia na lei da selva, do mais forte, desprezando os nossos interesses enquanto sociedade, as nossas condições de vida, a nossa dignidade.

Este sábado, 15 de Setembro de 2012, irão realizar-se em vários pontos do país inúmeras manifestações contra as medidas de austeridade. A organização assume-se contra o uso da violência. O protesto foi convocado nas redes sociais e tem vindo a registar um aumento da mobilização, estando marcado para mais de 20 cidades portuguesas.

Em declarações à Antena 1, Joana Manuel, da organização, lembra que esta é uma manifestação pacífica, até porque a razão está do lado de quem se manifesta pacificamente. A antiga líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, já admitiu participar no protesto, entre milhares de pessoas que prometem sair às ruas, em contestação ao governo de coligação (PSD/CDS-PP) e à ‘troika’.

“Não está pensada uma estratégia correcta”. O diagnóstico é de Rui Machete, antigo presidente do PSD, que admite estar “francamente contra a generalidade e a maneira como as medidas estão a ser tomadas”. É altura de “humildemente repensar o problema e ver o que importa fazer”.

Neste momento, mais de 80 mil pessoas já confirmaram a presença, através da internet no protesto intitulado “Que se Lixe a Troika, Queremos as nossas Vidas”.

+ ler convocatória, cujo manifesto está no Facebook 

+ manifestação pública no Porto

 

Alinhamentos

por: Francisco Coelho da Rocha    

 

Erro de comunicação. Na passada sexta-feira, em apenas alguns minutos, o Primeiro-Ministro destruiu todo o capital político que ainda lhe restava. Pedro Passos Coelho cometeu o maior e mais flagrante erro de comunicação política dos últimos anos. 

Primeiro: não se entende por que é que a comunicação ao país foi feita minutos antes de um jogo de futebol da selecção nacional. Se as medidas são para constar no Orçamento do Estado de 2013, não poderiam ter sido anunciadas noutro dia, à hora dos noticiários? 

Segundo: anunciar que a redução da Taxa Social Única (TSU) para as empresas vai criar emprego é um engano crasso. Numa altura de crise internacional, em que os potenciais mercados das nossas empresas estão de rastos, nenhuma empresa se atreverá a criar mais postos de trabalho. Para além disso, as maiores empresas nacionais não vão criar empregos, os bancos, a PT, a EDP ou a GALP não vão criar postos de trabalho. A essas empresas saiu-lhes um jackpot gordo, porque o que vão poupar na TSU servirá apenas para aumentar os seus lucros. As que poderiam criar postos de trabalhos são as pequenas e médias empresas, mas para isso não precisam da redução da TSU, precisam de acesso ao crédito, que continua bloqueado pelos bancos. Por isso, a redução da TSU neste momento é injusta. 

Terceiro: os trabalhadores vão ver o seu ordenado reduzido em sete por cento. No entanto, o Primeiro-Ministro não foi capaz de dizer para onde vai esse dinheiro, quando todos sabem que esse dinheiro não servirá para acautelar a reforma dos que agora descontam. 

Quarto (o mais grave dos erros): Pedro Passos Coelho apareceu na televisão a anunciar mais impostos, mas esqueceu-se das medidas de redução da despesa pública. Num ano, o Governo não fez praticamente nada para reduzir a despesa pública e isso é muito preocupante. Ao contrário do que prometeu em campanha eleitoral, o Governo não cortou nas "gorduras" do Estado. Não houve nenhuma reforma estrutural no domínio da despesa pública. Para fazer esta comunicação, o Primeiro-Ministro deveria ter começado por dizer, por exemplo, quantos milhões cortou com as rendas das ex-SCUT, quantos milhões cortou com as rendas da energia, quantos milhões cortou às fundações, quantos milhões poupou com a extinção dos milhares de institutos públicos ou quantos milhões poupou com as parcerias público-privadas. 

Na comunicação ao país, o que o Primeiro-Ministro disse foi que transferiu capital das famílias para as empresas. As medidas anunciadas não vão criar emprego, mas vão criar a verdadeira contestação. Confesso que, para além de desiludido, fiquei chocado.

Fonte: jornal “O Verdadeiro Olhar”  

 

publicado por a nossa terra às 08:58


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