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Fev 13

 

 

RTP com Lusa

 

“Ridículo” é a palavra utilizada pelo hepatologista Fernando Ramalho para classificar o diploma aprovado esta quinta-feira no Conselho de Ministros que proíbe a venda e consumo de bebidas espirituosas a jovens até aos 18 anos, mas mantém nos 16 anos a idade limite para o vinho e a cerveja. O especialista considera que o álcool é todo igual e acusa o Governo que não querer proteger a saúde dos portugueses, mas "patrocinar algumas empresas de bebidas".

 

O Governo, ao aprovar uma lei do álcool que permite que com 16 anos se continue a beber cerveja e vinho, não está a proteger a saúde dos portugueses. Esta é a opinião do responsável da unidade de hepatologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

"Eu sou frontalmente contra isso. É o diploma mais ridículo que já vi. O álcool é todo igual, seja vinho, cerveja ou outra coisa", referiu Fernando Ramalho que indignado lamenta que "os interesses das empresas que vendem álcool se sobreponham ao interesse da saúde dos portugueses".

O Conselho de Ministros aprovou na reunião de hoje um novo diploma que prevê a proibição de venda e consumo de bebidas espirituosas a jovens até aos 18 anos, mas mantém nos 16 anos a idade limite para o consumo de vinho e cerveja.

Fernando Ramalho defende que antes dos 18 anos devia ser proibido o consumo de todas as bebidas alcoólicas, lembrando que é assim que acontece nos "países civilizados". A par desta proibição, advoga uma fiscalização intensa e medidas de educação dirigidas para os mais novos.

Na Europa ainda há países que permitem o consumo de algumas bebidas aos 16 anos, como o Reino Unido e a Bélgica, mas em Espanha, França, Irlanda ou Finlândia já se impõe os 18 anos como limite mínimo de consumo de qualquer bebida alcoólica.

O hepatologista de Santa Maria e professor na Faculdade de Medicina de Lisboa alerta que o álcool "é todo igual", independentemente de ser cerveja, vinho ou vodka, e lastima que haja políticos que "continuam interessados em patrocinar algumas empresas de bebidas", escusando-se a ouvir a opinião "de quem está no terreno".

Fernando Ramalho lembra ainda que o impacto do álcool na saúde dos mais jovens é significativo é que há "situações graves" registadas no país.

Recorde-se que o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Leal da Costa, anunciou diversas vezes que a nova legislação iria aumentar a idade legal para consumo e aquisição de álcool para os 18 anos.

 

Empresas e produtores em contradição

 

Numa primeira análise à nova lei a Associação Nacional das Empresas de Bebidas Espirituosas (ANEBE) discorda que a idade mínima para a compra e consumo de álcool suba para os 18 anos apenas para as bebidas espirituosas com o secretário-geral da ANEBE, Mário Moniz Barreto, a duvidar ainda da eficácia na fiscalização.

Concordando com a subida para os 18 anos da idade mínima de venda e consumo de todas as bebidas alcoólicas e não percebendo a diferenciação, Mário Moniz Barreto diz que "não há álcool bom e álcool mau" e que esta diferenciação vai contra as recomendações comunitárias e internacionais que defendem a harmonização da idade mínima: 18 anos.

"Assistimos com alguma incompreensão à aparente intenção governamental de recuar na subida da idade", disse, recordando informações anteriores que apontavam para o propósito do Governo de subir para os 18 anos a idade mínima da venda e consumo de todo o álcool porque a mudança "não vai no bom sentido, nem passa uma mensagem correcta, especialmente para os jovens".

Já o secretário-geral da Associação Portuguesa dos Produtores de Cerveja (APPC) considera que a manutenção dos 16 anos como idade mínima para a venda e consumo desta bebida é "adequada" e leva em conta a realidade portuguesa.

Segundo Francisco Gírio, esta diferenciação vai ao encontro da realidade dos consumos de bebidas alcoólicas em Portugal.

fonte: “RTP” com “Lusa”

publicado por a nossa terra às 13:14


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